2009 – Ano Internacional da Astronomia
Eu descobri a Astronomia quando era criança durante uma coleção de fascículos de uma enciclopédia chamada Conhecer. Eram aproximadamente 150 fascículos editados semanalmente, o que significava que ficávamos anos para completá-la.
A cada semana esperava que o céu e as estrelas aparecessem naquelas poucas páginas e me desvendassem alguns mistérios que eu nem sabia que existiam. Por lá, descobri que o Sol, antes um ente quase sagrado, era na verdade uma estrela. Depois vi que nem era uma das maiores, inclusive sendo até pequena em relação a Antares que estava a uns 500 anos-luz de distância. E pior, vi que ele era uma dentre os porrilhões de estrelas que existem na Via-Láctea, nossa galáxia. E pior ainda, a Via-Láctea era uma galáxia dentre outros porrilhões de galáxias.
E lá estava eu, um garoto de 10 anos tentando entender essa imensidão e descobrindo que só uma vida não era o suficiente para conhecer tudo o que havia no universo. Lembro-me que nessa época, um dos meus maiores pesares era que não poderia viver o suficiente para poder descobrir o que iria acontecer dali a 200 ou 500 anos. Um peso muito grande para carregar caso não houvesse descoberto a Ficção Científica. Mas essa é uma estória que contarei outro dia…
Talvez tenha sido aí que a minha vontade de estudar Física tenha nascido. E com tudo que aprendi, consegui sossegar a alma ao encontrar poesia no que há na natureza. Estudando Cosmologia foi possível descobrir que nós somos a poeira das estrelas. E com isso, achar a conexão do ser humano com o universo, coisa que faltava entender desde a minha infância e adolescência.
A partir disso, é fácil admirar uma Conjunção Lua, Mercúrio, Júpiter e Marte por aquilo que simplesmente ela é: a visão do universo pelo ponto de vista do ser-humano.

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